https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/issue/feedREVISTA DA ANINTER-SH2026-03-27T00:03:02+00:00Profa. Dra. Verônica Teixeira Marquesrevista@anintersh.org.brOpen Journal Systems<p>A <strong>REVISTA DA ANINTER-SH</strong> nasce como uma proposta da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação Interdisciplinares em Sociais e Humanidades para incentivar a colaboração entre diferentes campos do saber, sobretudo, para promover a construção de novos paradigmas interdisciplinares.</p>https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/84A MAGIA E A MÍSTICA DAS ÁRVORES SAGRADAS: ENTENDENDO SUA IMPORTÂNCIA NA MITOLOGIA E RELIGIÃO2025-09-09T20:09:01+00:00Eraldo Medeiros Costa Netorevista@anintersh.org.brAna Cecília Estellita Linsrevista@anintersh.org.br<p>Presente em diversas culturas ao redor do mundo, a árvore é frequentemente vista como um símbolo de vida, crescimento, renovação e conexão entre o céu e a terra. Sua importância transcende o físico, adentrando o reino do sagrado, desempenhando um papel central nas tradições espirituais de diferentes povos. Em tempos modernos, essa reverência pelas árvores se manifesta em movimentos ambientais que buscam proteger florestas antigas e espécies ameaçadas. Neste artigo, exploraremos, de maneira breve, a magia e a mística das árvores sagradas e como elas se entrelaçam com a mitologia e a religião de diversas civilizações. Ao entendermos e respeitarmos a mística das árvores sagradas, somos lembrados da importância de viver em harmonia com a natureza e de reconhecer a sacralidade que permeia o mundo natural.</p>2025-09-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/85CORPO PRIVADO, CORPO PÚBLICO: A PERSEGUIÇÃO E OS DISPOSITIVOS DE PODER SOBRE MULHERES2025-09-09T20:12:31+00:00Amanda Padilha Pietarevista@anintersh.org.brLuciana Rosar Fornazari Klanoviczrevista@anintersh.org.br<p>Desde que a perseguição passou a ser crime no Brasil, em 2021, dados apontam que as mulheres são as principais vítimas dessa violência. Nesse sentido, há uma necessidade de analisar a perseguição em uma perspectiva de gênero. Este artigo tem como objetivo discorrer sobre temas transversais à perseguição – o corpo na História, poder e dominação, a ocupação do espaço público – a partir de autores(as) que os explicitam sob a ótica dos Estudos de Gênero. Buscou-se refletir sobre a perseguição de mulheres tomando-a como uma opressão histórica sobre corpos lidos como femininos situando a discussão corrente a respeito dessas imbricações possíveis.</p>2025-09-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/88COMPETÊNCIAS DIGITAIS SOB A PERSPECTIVA DO FRAMEWORK DIGCOMPEDU: UM MAPEAMENTO SISTEMÁTICO DA LITERATURA2025-09-18T14:21:43+00:00Gildásio da Costa Teixeirarevista@anintersh.org.brFrancisca Soraya R. de M. Fariasrevista@anintersh.org.brArnaud Anderson Holanda de Abreurevista@anintersh.org.brApuena Vieira Gomesrevista@anintersh.org.brDennys Leite Maiarevista@anintersh.org.brMaria Carmem Freire Diógenes Rêgorevista@anintersh.org.br<p>Este trabalho apresenta um mapeamento sistemático da literatura Competências Digitais sob a perspectiva do <em>framework</em> DigcompEdu, a partir do qual se buscou responder às seguintes questões de pesquisa: quais as contribuições do DigcompEdu e que impactos tem causado nas estratégias de formação de competências digitais? Quais as competências mais identificadas nas pesquisas? O protocolo do mapeamento foi elaborado com base nas diretrizes apresentadas por Petersen, Vakkalanka e Kuzniarz (2015) e a diretriz Prisma (Page <em>et al</em>., 2021). Portanto, ele consistiu na definição de questões de pesquisa, nos critérios de seleção, na definição de <em>strings</em> de busca, na definição das fontes de busca, entre outros passos metodológicos. Os resultados do mapeamento permitiram responder às duas questões de pesquisa. Foi identificado que a utilização do <em>framework</em> em programas de formação contínua resulta em melhorias significativas nas competências digitais dos docentes. A pesquisa aponta cinco principais contribuições e impactos: melhoria geral das competências digitais; identificação de áreas de fragilidade; necessidade de formação personalizada; impacto positivo na autoavaliação e percepção dos docentes; e adaptabilidade do <em>framework</em> para mais de um contexto educacional. Em relação à segunda questão de pesquisa, os resultados evidenciam que, entre os estudos analisados, a maioria dos docentes avaliados se encontra nos níveis intermediários de competência digital, predominantemente no nível B1, classificado como "Integradores". Esses docentes utilizam as tecnologias digitais criativamente para aprimorar suas práticas pedagógicas, mas ainda há um déficit no alcance dos níveis mais avançados, como C1 e C2, que representam líderes e pioneiros no uso das tecnologias digitais.</p> <p> </p>2025-09-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/116EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA INFÂNCIA COMO TECNOLOGIA SOCIAL EM TERRITÓRIOS IMPACTADOS PELA BARRAGEM DE FUNDÃO2026-03-26T23:17:07+00:00Bruna Silva de Oliveirarevistadaanintersh@aninter.orgFranco Dani Araujo e Pintorevistadaanintersh@aninter.org<p>O artigo analisa a importância da educação ambiental crítica na infância como estratégia de reconstrução simbólica e fortalecimento da cidadania socioambiental em territórios impactados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Toma-se como objeto pedagógico o livro infantil Gotinha Azul e seus Amigos no Rio Doce, elaborado em contexto pós-desastre e proposto como tecnologia social apropriável por escolas e comunidades. Metodologicamente, trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa de caráter descritivo e interpretativo, que analisa o livro como artefato cultural e pedagógico. A análise considera cinco categorias: memória, identidade, ludicidade, cidadania ambiental e território, evidenciando como a literatura infantil pode articular dimensões simbólicas e políticas da educação ambiental. Os resultados indicam que obras literárias podem contribuir para a elaboração do trauma, para a preservação da memória coletiva e para a formação de uma consciência crítica voltada à justiça socioambiental.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/117COMUNIDADES TRADICIONAIS PESQUEIRAS NA REGIÃO DOS LAGOS E OS OBJETIVOS DO DESENVOLIMENTO SUSTENTÁVEL DA AGENDA 2030: SEGURO DEFESO, CONFLITOS E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS 2026-03-26T23:21:49+00:00Manuela Chagas Manhãesrevistadaanintersh@aninter.orgMaria Eduarda Brown Braga de Carvalhorevistadaanintersh@aninter.orgAna Carolina Carvalho Barretorevistadaanintersh@aninter.orgSulamita da Conceição Ribeirorevistadaanintersh@aninter.orgGiovanna Henrique Gonçaves do Nascimentorevistadaanintersh@aninter.org<p>Este artigo resulta de uma pesquisa financiada pelo Projeto de Educação Ambiental (PEA) Pescarte, uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal e conduzida pelo IBAMA e apoiado pelo Programa Pesquisa, Produtividade, Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora da Universidade Estácio de Sá. O objetivo central desse artigo foi analisar dados do censo do Pea Pescarte referentes a autoidentificação, sentimento de pertencimento, processos sociais, desafios contemporâneos e a relação dos papéis sociais com o Seguro Defeso. Partindo desses pontos houve a análise a partir dos Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre eles, o ODS 14 e 18 da Agenda 2030. Os territórios que nos debruçamos foram os municípios de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Armação dos Búzios/RJ. Por meio de dados do Censo PEA Pescarte (2023), observou-se que a maioria dos pescadores artesanais da região apresentam dificuldades territoriais e de acesso aos benefícios. Os pontos críticos incluem dificuldades no cadastramento no RGP, ausência de apoio das entidades representativas e limitações tecnológicas no uso das plataformas governamentais. Conclui-se que o benefício, quando efetivo, representa um exemplo de política integrada que alia justiça social e conservação ambiental, tornando substancial o princípio de equidade.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/118MEMÓRIA DAS ESTATÍSTICAS DE GÊNERO DO IBGE: uma análise interseccional de gênero e raça2026-03-26T23:26:10+00:00Simone Mellorevistadaanintersh@aninter.orgDiana de Souza Pintorevistadaanintersh@aninter.org<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto órgão central da produção das estatísticas oficiais no Brasil, desempenha papel estratégico não apenas no subsídio às políticas públicas, mas também na construção de uma memória estatística sobre a população brasileira. Este artigo analisa as estatísticas de gênero produzidas pelo IBGE a partir dos anos 2000, com ênfase na interseccionalidade entre as categorias sexo e cor ou raça, compreendidas como dimensões indissociáveis para a leitura das desigualdades no contexto nacional. Partindo de uma perspectiva feminista decolonial, o estudo recupera o histórico das categorias censitárias, problematizando os apagamentos e reconfigurações da variável racial nos levantamentos oficiais e sua relação com o mito da democracia racial. A análise dialoga com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito da Agenda 2030, destacando o papel do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (igualdade de gênero) e a proposta brasileira de criação do ODS 18, voltado à igualdade étnico-racial, como marcos políticos que tensionam e reorientam a produção das estatísticas de gênero. A partir do exame da Intersecção das categorias sexo e Cor ou raça nas publicações do IBGE, o artigo discute os avanços e limites da incorporação da perspectiva interseccional nas publicações institucionais, sustentando que a variável raça não deve ser tratada apenas como recorte analítico, mas como condição epistemológica para a produção de estatísticas de gênero socialmente relevantes no Brasil.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/119A EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL COMO POLÍTICA PÚBLICA NACIONAL NA CONQUISTA DO DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA2026-03-26T23:31:06+00:00Kátia Regina Santiagorevistadaanintersh@aninter.orgDenise Ana Augusta dos Santos Oliveirarevistadaanintersh@aninter.org<p>O objetivo desta pesquisa é compreender de que forma a Educação Alimentar e Nutricional (EAN), respaldada pelas políticas públicas nacionais, contribui para a efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) no Brasil. Trata-se de uma análise bibliográfica, baseada em estudos anteriores, complementada por legislações, diretrizes, publicações de organizações nacionais e internacionais que contribuíram para o aprofundamento do debate. Os resultados indicam que a EAN, especialmente quando desenvolvida com crianças e adolescentes no ambiente escolar, exerce um papel fundamental na promoção de uma educação crítica, na valorização da cultura alimentar e no estímulo à autonomia, ampliando a consciência sobre os significados e dimensões da alimentação. A pesquisa também evidenciou uma lacuna na formação de professores, fator que impacta diretamente na forma como o ensino da EAN é implementado. Este estudo, portanto, não se encerra em si mesmo, mas busca abrir caminhos para novas reflexões sobre o papel da EAN na garantia do DHAA.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/120VOZES E LETRAS NA CELEBRAÇÃO DOS 35 ANOS DO ECA: DIFUSÃO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE JUNTO A ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA SITUADA EM TERRITÓRIO DE VULNERABILIDADE SOCIAL EM CAMPINAS/SP 2026-03-26T23:35:11+00:00João Paulo Hergeselrevistadaanintersh@aninter.orgEverton Silveirarevistadaanintersh@aninter.org<p>Este relato de experiência descreve as ações do projeto de extensão “Vozes e Letras na Celebração dos 35 Anos do ECA”, desenvolvido na PUC-Campinas em 2025. O objetivo central foi difundir e popularizar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) junto a estudantes de uma escola pública situada em território de vulnerabilidade social. Pautada na curricularização da extensão e na teoria do direito ao brincar, a metodologia envolveu a escuta ativa e a cocriação de estratégias pedagógicas inovadoras. As intervenções incluíram gincanas territoriais, gamificação inspirada na cultura pop, narrativas audiovisuais imersivas em ambiente CAVE, oficinas de bijuterias com impressão 3D e narrativas colaborativas de RPG. Os resultados demonstraram que a articulação entre ludicidade, afeto e tecnologias educacionais (como a manufatura aditiva) materializa conceitos jurídicos abstratos, transformando os adolescentes em agentes ativos de sua própria cidadania. Conclui-se que o projeto não apenas democratizou o acesso aos direitos humanos, mas também fortaleceu a formação ética dos universitários, reafirmando a extensão como vetor de transformação social.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/121ANÁLISE HISTÓRICO-CRÍTICA DE 1910 A 1988 DA EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DA MULHER NO BRASIL2026-03-26T23:38:32+00:00Heitor Crispim Mottarevistadaanintersh@aninter.orgDene Kátia Castro Colares Ramosrevistadaanintersh@aninter.orgHeloisa Landim Gomesrevistadaanintersh@aninter.orgValtair Affonso Mirandarevistadaanintersh@aninter.orgRosalee Crespo Istoérevistadaanintersh@aninter.org<p>Este trabalho apresenta uma análise histórico-crítica da evolução das políticas públicas de saúde da mulher no Brasil, no período de 1910 a 1988. O estudo parte da perspectiva da interseccionalidade e da biopolítica para compreender como as relações de poder, o discurso biomédico e as estruturas patriarcais moldaram a trajetória dessas políticas, privilegiando o enfoque materno-infantil em detrimento da saúde integral feminina. A metodologia utilizada foi uma revisão documental e bibliográfica crítica, baseada em fontes primárias, legislações, documentos oficiais e literatura acadêmica especializada. Como resultado, evidenciou-se que as políticas públicas de saúde da mulher operaram historicamente sob uma lógica reducionista, medicalizante, assistencialista e moralizante, reforçando desigualdades sociais, raciais e de gênero. A discussão aponta que a institucionalização das demandas feministas, especialmente no contexto da redemocratização e da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), representou um marco civilizatório no reconhecimento da saúde da mulher como um direito humano integral. Conclui-se que a superação das barreiras estruturais exige políticas interseccionais, participativas e emancipadoras que transcendam o modelo biomédico, incorporando dimensões sociais, culturais e territoriais às práticas de cuidado.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/122EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA INFÂNCIA COMO TECNOLOGIA SOCIAL EM TERRITÓRIOS IMPACTADOS PELA BARRAGEM DE FUNDÃO2026-03-26T23:43:38+00:00Bruna Silva de Oliveirarevistadaanintersh@aninter.orgFranco Dani Araujo e Pintorevistadaanintersh@aninter.org<p>O artigo analisa a importância da educação ambiental crítica na infância como estratégia de reconstrução simbólica e fortalecimento da cidadania socioambiental em territórios impactados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Toma-se como objeto pedagógico o livro infantil Gotinha Azul e seus Amigos no Rio Doce, elaborado em contexto pós-desastre e proposto como tecnologia social apropriável por escolas e comunidades. Metodologicamente, trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa de caráter descritivo e interpretativo, que analisa o livro como artefato cultural e pedagógico. A análise considera cinco categorias: memória, identidade, ludicidade, cidadania ambiental e território, evidenciando como a literatura infantil pode articular dimensões simbólicas e políticas da educação ambiental. Os resultados indicam que obras literárias podem contribuir para a elaboração do trauma, para a preservação da memória coletiva e para a formação de uma consciência crítica voltada à justiça socioambiental.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/123PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO À SÍNDROME DE BURNOUT EM MULHERES ADULTAS SUPERDOTADAS2026-03-26T23:48:14+00:00Cristiane da Silva Stabenowrevistadaanintersh@aninter.orgBianca Ribeiro Rocha Ferreirarevistadaanintersh@aninter.org<p>A Síndrome de Burnout é uma resposta à exposição prolongada a fatores estressantes e interpessoais, que traz diversos prejuízos físicos e emocionais, principalmente às mulheres. A superdotação é uma condição de neurodivergência que traz consigo muitas características que predispõe o indivíduo a Burnout. Assim, esta pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa e uma pesquisa de campo objetivou verificar a prevalência dos fatores de risco à Síndrome de Burnout em mulheres identificadas como superdotadas, na faixa etária de 30 a 40 anos, através de questionário semiestruturado aplicado de forma online. Os resultados obtidos estão, em sua quase totalidade, de acordo com a literatura utilizada como base, demonstrando que as mulheres superdotadas estão mais vulneráveis ao desenvolvimento de Burnout, por suas características e pela ação da cultura e sociedade onde estão inseridas, bem como à depressão e ansiedade.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/124ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA UNIMONTES: PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES PARA A PERMANÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR2026-03-26T23:52:22+00:00Simone Rosiane Corrêa Araújo revistadaanintersh@aninter.orgNatália Costa Silva revistadaanintersh@aninter.orgMarajane de Alencar Loyola revistadaanintersh@aninter.orgMarcelo Brito revistadaanintersh@aninter.org<p>A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) abrange 40% do Estado de Minas Gerais, atendendo direta ou indiretamente cerca de dois milhões de pessoas em 342 municípios. O extenso alcance de sua atuação e importância estratégica justificam a discussão sobre as iniciativas quanto à democratização do acesso e às garantias de permanência dos estudantes na instituição. Este artigo tem por objetivo discorrer sobre três das ações adotadas pela Unimontes visando a permanência estudantil no ensino superior. Ele aborda o Programa Estadual de Assistência Estudantil (PEAES), o Observatório da Política de Assistência Estudantil e Qualidade de Vida dos Estudantes (OPAE) e o Núcleo de Atenção à Saúde e Bem-Estar do Estudante (NASBE). O PEAES contribui com a permanência nos estudos por meio da concessão de auxílios financeiros, moradia, transporte, restaurante universitário, creche e outros serviços. O Observatório tem como foco central identificar os fatores que impactam a permanência acadêmica, investigando estratégias de enfrentamento à evasão universitária e transformando conhecimento em ações práticas. O NASBE visa o acolhimento, a orientação e o acompanhamento dos universitários em sofrimento psíquico, contribuindo para a construção de uma política de saúde mental. As iniciativas apontam para a importância de políticas de assistência que integrem ensino, pesquisa e extensão, viabilizando a permanência dos universitários, a qualidade de vida e o fortalecimento do papel social da universidade pública.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/125AMEFRICANIDADE COMO UMA CATEGORIA POLÍTICO-CULTURAL DE ANÁLISE DAS RODAS DE SAMBA2026-03-26T23:56:36+00:00Camila Rokbrand Ferman revistadaanintersh@aninter.orgJoaquim Leonel de Rezende Alvimrevistadaanintersh@aninter.org<p>O presente artigo investiga se as rodas de samba podem ser compreendidas como formas de associação que fortalecem a amefricanidade, categoria político-cultural cunhada por Lélia Gonzalez. A pesquisa explora como a amefricanidade atua como uma ferramenta de valorização das matrizes socioculturais negras e indígenas no Brasil, desafiando o mito da democracia racial e o ideal de país miscigenado. O trabalho também ressalta o caráter continental da amefricanidade, propondo uma compreensão mais profunda das dinâmicas culturais da Améfrica Ladina. Em seguida, o artigo discute o processo de ocultamento da contribuição cultural afro-brasileira e a tentativa de se construir uma identidade nacional brasileira em torno de uma ideia supostamente agregadora das diferenças, mas que, na verdade, tem por objetivo o embranquecimento da cultura. Por último, o texto argumenta que as rodas de samba representam espaços de resistência cultural, criação de identidade e afirmação do protagonismo negro, diante da invisibilização histórica e da tentativa de branqueamento cultural. Em suma, o artigo posiciona as rodas de samba enquanto espaços vitais de preservação e construção da amefricanidade.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/126O USO DE EVIDÊNCIA E A EQUIDADE NAS POLÍTICAS PÚBLICAS: Reconfiguração Epistemológica e Legitimação Democrática2026-03-26T23:59:30+00:00Rubens Piedade de Souza revistadaanintersh@aninter.orgLeonardo Rogério Miguel revistadaanintersh@aninter.org<p>Este artigo analisa como reflexões sobre conceitos e usos de evidência em políticas públicas podem contribuir para a promoção da equidade em contextos democráticos marcados por conflitos distributivos. A equidade é compreendida como propriedade emergente da relação entre ações estatais, seus efeitos distributivos concretos e os grupos sociais afetados, manifestando-se de forma contextual, dinâmica e multidimensional. Ela é tratada como princípio normativo transversal da ação estatal, não se restringindo ao escopo das políticas sociais. A partir de uma análise teórico-conceitual argumentativa baseada em literatura especializada, o artigo examina criticamente o modelo tecnocrático das Políticas Públicas Baseadas em Evidências (PPBE) e o contrasta com a abordagem das Políticas Informadas por Evidências (PIE). Argumenta-se que a concepção tradicional das PPBE é epistemologicamente inadequada para apreender a natureza relacional da equidade, ao reduzir a evidência a insumo técnico supostamente neutro e deslocar conflitos distributivos para a esfera tecnocientífica. Em contraste, as PIE oferecem um enquadramento mais adequado ao reconhecer a pluralidade de saberes envolvidos na ação pública, reinscrever o uso da evidência em processos deliberativos e conceber a equidade como critério epistemológico para a definição de problemas e validação de evidências. Conclui-se que a promoção da equidade depende menos do refinamento técnico isolado das evidências e mais da transformação do regime epistemológico que estrutura como a evidência é produzida, selecionada e usada. Isto demanda a reconfiguração de pressupostos filosóficos de instituições e processos decisórios para legitimação democrática.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://www.revistadaanintersh.org/index.php/anintersh/article/view/127WHAT IS THE ANDROCENE2026-03-27T00:03:02+00:00Ariel Salleh revistadaanintersh@aninter.org<p>The text argues that the concept of the Anthropocene does not adequately explain the historical and structural causes of the planetary crisis. It proposes replacing the term <em>Anthropocene</em> with <em>Androcene</em>, a term that designates a global system grounded in patriarchal, colonial, and capitalist domination. This perspective emphasizes that ecological collapse is not the result of “humanity as a species,” but rather of specific power relations that privilege masculinist, Eurocentric, and extractivist logics. The article begins by identifying the roots of the Androcene in ancient dualisms—Humanity over Nature, Masculine over Feminine, White over Black—which, sedimented over centuries, continue to shape modern institutions, sciences, and languages. The text introduces the idea of a global matrix of debts in which workers, women, Indigenous peoples, youth, and non-human species are exploited through social, embodied, generational, livelihood, and species debts. As its main findings, the text argues that the patriarchal‑colonial‑capitalist system operates as a dialectical unity, generating ecological and social crises that cannot be solved through isolated identity‑based politics nor through technocratic solutions. It highlights the emergence of a “movement of movements”—ecofeminist, Indigenous, labor, and youth struggles—that seek to overcome the dissociative logic of the Androcene and build regenerative and ecocentric futures. The text concludes that real transformation requires breaking with anthropocentrism and adopting a relational, embodied materialist perspective, recognizing that human beings are nature in embodied form.</p>2026-03-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026